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Muitos dos que vêm democraticamente expressar suas opiniões neste sítio manifestam-se devidamente contra a utilização de palavras ianques e outras influências indesejadas do tigre de papel capitalista. Outros questionam a legitimidade da Língua BRASILEIRA como veículo apropriado para divulgação dos ideais revolucionários. Farei uma breve reflexão sobre como os verdadeiros revolucionários devem utilizar suas habilidades linguísticas para que alcancemos coletivamente o objetivo de construir uma sociedade justa, popular e socialista.
A importância de extirparmos vocábulos implantados em nossa língua nacional primeiramente pelo neocolonialismo britânico e posteriormente pela CIA e pelos barões da mídia entreguista dispensa maiores explicações. Porém não devemos esquecer que a Língua Brasileira também carrega doses fortíssimas de imperialismo uma vez que deriva basicamente da língua portuguesa, mero instrumento do expansionismo de uma elite branca mercantilista! Além do mais, a língua portuguesa não apenas deriva do latim (aparelho de dominação cultural dos imperialistas romanos) mas também descende do proto-indo-europeu, língua de povos militaristas brancos que, portando suásticas (logo, povos proto-nazistas), espalharam o terror e a propriedade privada pelo mundo antigo destruindo a justiça social de incontáveis sociedades coletivistas!
Mas nem mesmo os povos oprimidos que tanto contribuíram para a construção de nossa Língua Brasileira ajudaram a minimizar a componente de exploração das massas contida em cada uma de nossas palavras. Ora, os afro-africanos que aqui vieram como escravos faziam parte de sociedades monarquistas (portanto exploradoras de mais-valia) e mesmo os tupis, hoje oprimidos, estavam em movimento expansionista ao longo do litoral brasileiro, impondo sua cultura de forma colonialista a outros nativo-brasileiros oprimidos.
Ressalto, contudo, que este não é um problema específico de nossa língua MAS DE TODAS AS LÍNGUAS. Desde que o primeiro humano saiu das planícies africanas cedendo a impulsos expansionistas (logo, imperialistas e neoliberais), as línguas evoluíram como forma anti-democrática de atribuição discriminatória de significados e pessoas, ações, objetos e lugares, além de serem viabilizadoras dos discursos alienantes das elites.
UM MUNDO JUSTO E SOCIALISTA NÃO DEVE FAZER USO DE TÃO VIS INSTRUMENTOS DE DOMINAÇÃO COMO AS PALAVRAS!
A utilização de quaisquer sons para comunicação, sejam palavras ou grunhidos, exclui e oprime os camaradas surdos e mudos! Pelo mesmo raciocínio, a linguagem de sinais exclui e oprime os camaradas cegos e manetas, assim como a comunicação por tapas e chutes exclui e oprime os camaradas paraplégicos e tetraplégicos!
O VERDADEIRO SOCIALISTA DEVE SE REFERIR IGUALMENTE E DEMOCRATICAMENTE POR MEIO DE UM ÚNICO GESTO, COMPREENDIDO E UTILIZÁVEL POR TODOS, E QUE ATRIBUA O MESMO SIGNIFICADO A TODAS AS PESSOAS, COISAS, AÇÕES, ETC.!
Agindo com consciência revolucionária não nos comunicaremos de forma excludente e opressora e por conseqüência minaremos a discriminação, o elitismo e a exploração das massas!
Devemos, portanto, debater com a sociedade e convocar um plebiscito para determinar a forma de expressão que melhor atenda às demandas sociais e não impeça a plena comunicação de portadores de deficiência visual, auditiva ou de qualquer outro tipo!
ESCOLHAMOS A LAMBIDA, A MORDIDA, O FLATO OU QUALQUER OUTRA FORMA REALMENTE DEMOCRÁTICA E UNIVERSAL DE EXPRESSÃO PARA DISSEMINAR O IDEAL SOCIALISTA!
Também devemos de imediato realizar manifestações republicanas contra as palavras: convocar greve geral, queimar bandeiras estadunidenses e atacar unidades do maquidonaldes!
À LUTA, COMPANHEIROS!
Artigo Revolucionário publicado em dezembro de 2006 no Jornal Opinião Popular, o jornal do POVO. Está sendo republicado, na íntegra, devido ao interesse crescente pelos estudos marxistas na atualidade.
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Comentários
O pum é a mais democrática e malcheirosa forma de expressão cutural . Vejam o Kamarade lulla,que vive peidando nos palanques com tanto sucesso!Legítim a,não discrimina ninguém! Voto pela proibição total de outras formas de comunicação. Que se cortem cabeças,se preciso for,mesmo porque não precisaremos mais dela para nada!Viva a bunda!
Desse jeito, onde vamos parar? Primeiro, os militares vão querer ficar fora do que preconiza o PNDH-3! Depois, serão as igrejas, e sei lá mais quem…
Ou todos aceitam a desconstrução da heteronormativi dade ou a transversalidad e estará ameaçada. Onde ficará a inclusividade?
A nivel de mutualidade, isso será um desastre!
Desconfio de vossa fidelidade a causa. Vossa proposição contém um erro gravíssimo, que atenta contra a revolução popular.
Ignora que afro-africanos, nativo-americanos, bolivarianos e outros oprimidos jamais exercem qualquer forma de dominação imperialista.
Eles aplicam a justiça revolucionária pela causa e que visa apenas ao bem dos excluídos.
Nenhum de seus atos pode ser questionado.
Zumbi não tinha escravos, mas companheiros que faziam um importante trabalho para que ele pudesse se dedicar integralmente a revolução.
Os nativo-americanos são puros, conf. provaram os pensadores, RUSSO, Renato e Pensador, Gabriel O.
Recomendo que seu texto passe por revisão da Comissão de Liberdade de Expressão Popular.
Hummm hummm hummm hummm, Hummmm, Hummmm, Hummmm, Hummmmm, Hum, Hummmm Hummm, humm hummmm humm humm!
Tradução:
Kamaradas
Estou aderindo a causa revolucionária e democrática de expressão, evitando proferir idiomas totalitários, coloniálistas e antirrevolucion ários.
Viva a Revolução!
Para não excluir "portadores de deficiência visual, auditiva ou de qualquer outro tipo" sugiro comunicação pelo olfato. Até onde sei não há deficiente olfativo (ou há?) até porque se houver o mundo teria apenas um e somente um cheiro e este não seria sentido porque não teria sentido que o sentiçe (usemo sempre que possível o c com cedilha, é mais charmoso e subentende um esse logo embaixo). E mais: permita-se apenas um vogal a "u", fica mais fácil pois é útil em todos os idiomas e em todas as línguas. Com o "u" podemos beber água e que tais além de aplaudir/vaiar até não mais poder. o "U" maísculo se presta até a fazer feijoada tamanho o seu tamanho. Aliás por falar em feijoada esse é um prato nacional democraticament e constituído instituicionalm ente. A FEIJOADA É NOSSA.
Ninguém tasca....
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